sábado, 27 de setembro de 2014

VIVA

VIVA

“Uma grande praga filosófica do século XX, que certamente nos acompanhará no novo
milênio, é a do sentimento generalizado, da falta de objetivo pessoal. Tantas pessoas carecem de um senso de objetivo ou significado em suas vidas que essa falta passou a
parecer normal. Mas poucos são felizes dessa maneira. Geralmente não nos satisfazemos com a ideia de que a nossa vida e o nosso mundo são completamente acidentais e sem pé nem cabeça. Quanto mais olhamos nessa direção sem encontrar nenhuma outra explicação, mais difícil é suportar. Os existencialistas são culpados somente em parte. Eram tão interessantes — reunindo-se na Rive Gauche, fumando cigarros, tendo pensamentos profundos, escrevinhando filosofia e poesia nos guardanapos e toalhas de mesa. Os existencialistas eram realmente insuperáveis em fazer parecer romântico matar Deus e se lançar no abismo.” (Lou Marinoff)

Hoje assim com em todos os tempos pensadores debruçaram sobre o objetivo da vida. E o único é viver, não viver com o sentido de respirar, mas de usufruir da vida momentos de felicidade capaz de guardarmos como recordação e nos trazer prazer como recompensa.

- Onde estou? Para onde vou? Onde tenho que chegar? Quem decide isso, é eu ou são os outros? Queremos ou não Sócrates nos fala do pórtico do Templo de Delfos: “Conheci a ti mesmo”. Com certeza para deslocarmos para algum lugar deve-se saber onde se está no mínimo, pois, como planejar qualquer trajetória sem um ponto de partida. É aí que está a questão. A grande maioria não sabe, não quer saber e nem liga prá quem sabe. Mas, sabe reclamar de sua vida, falar da vida dos outros, ainda alegando ao Divino o destino de sua e tantas vidas. – Como deixar de ser objeto? Observável ou observador?

Num Mundo onde se fala do planeta como uma única Aldeia, onde se dissemina a tal globalização, onde querem padronizar a todos e aqueles contraditórios são tidos como anormais; quem levantará a bandeira do esclarecimento. O mundo real ficou na cabeça de Platão somente e a sociedade perfeita em sua República. Nesse mundo que vivemos as coisas são para nós multifacetadas e relativas às incertezas dos momentos, ou seja, um caos, em cada um tem o direito de ter o seu próprio. – Então como saber administrar tudo isso? De certa forma todos criam e administram suas expectativas e se realizam ou não, se trazem vitórias ou não, causam estresse ou não, é como respondemos a cada expectativa aventada.

Nessa colmeia gigante, global; - quem és? Nesse mundo seria você; os operários, seria os zangões, seria a dominante? Esta perto de saber onde está? Está satisfeito onde estás? Se não, vai para onde? Bem só se está perdido se não souber onde estás. Agora você sabe. Não está em nenhum lugar e está. É mais ou menos de ser e não ser um devir eterno. Um limbo permanente. Isto com certeza não é viver nem sobreviver, na cadeia evolutiva você produz não somente para comer existe algumas sobras, sobra tempo para mais, é agora vou enveredar, vou descobrir vou criar caminhos fora do destino, vou eu mesmo ser um desbravador de vidas de minha vida, ir mais e além, isso é dar sentido para o amanhã, isso é viver, isso é dar a vida sinais de existência, isso é saber onde se está e traçar um rumo para a vida, isso é sair da inércia, isso é mostrar ao mundo eu vivo observem.

Não espere, aja. Viva. Não relegue aos outros ou a uma divindade seu fracasso. Lute até seu último respiro tem-se uma estrada e é longa, então desfrute da paisagem.

VIVA.


Lourival Caetano

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