I
Sois
sábio, e o antigo dos antigos, guardiões da ciência sempre alimentaram-se
convosco. Sois sábio, e não aprendesses a ciência com ninguém, e tampouco a
adquirisses de outro senão de vós. Sois sábio, e como um operário e um arquiteto,
reservasses de vossa ciência uma divina vontade, num tempo marcado para atrair
o ser do nada; do mesmo modo que a luz que sai dos olhos é atraída de seu
próprio centro sem nenhum instrumento ou ferramenta. Essa divina vontade cavou,
traçou, purificou e fundiu; ordenou ao nada abrir-se, ao ser aprofundar-se e ao
mundo estender-se. “Mediu os céus com o palmo, com seu poder reuniu o pavilhão
das esferas, com o laço de seu poder cerrou as cortinas das criaturas do
universo e, tocando com sua força a ponta da cortina da criação, uniu a parte
superior à inferior.” Se assim fizestes, então, sois sábio.
II
É que só se pode gozar os prazeres da vida, mesmo
os materiais, pelo sentido moral. O prazer é a música das harmonias interiores;
os sentidos são apenas seus instrumentos, instrumentos que desafinam ao contato
com uma alma degradada. Os maus nada podem sentir, porque nada podem amar: para
amar, é preciso ser bom. Para eles, portanto, tudo é vazio, e parece-lhes que a
natureza é impotente, porque eles próprios o são, duvidam de tudo porque nada
sabem, blasfemam contra tudo porque de nada gostam; se afagam, é para
emurchecer; se bebem, é para embriagar-se; se dormem, é para esquecer; se
acordam, é para entediar-se mortalmente: assim viverá, ou antes, assim morrerá
todos os dias aquele que se liberta de toda lei e de todo dever para tornar-se
escravo de suas fantasias. O mundo e a própria
eternidade tornam-se inúteis para quem se torna inútil para o mundo e para a
eternidade.
III
Pare e reflita; - O que é a vida? Que espetáculo é
esse? Onde se passa esse espetáculo? Onde estou inserido? Qual meu verdadeiro
papel? Diz-se que a vida é um Teatro. – Estou dentro ou fora?
Imagine você andando procurando razões para
prosseguir andando sem noção simplesmente deixando-se levar pela vida. Sem compreendê-la
ela não tem sentido. De repente eis que de repente surge um magnífico teatro,
esplendido gigantesco, monumento à existência. É encontraste sem querer o
Teatro da vida. - O que fazer agora? Ficar admirando?
1)
Existem
os que diante da vida encontram a própria vida, mas, não querem fazer parte
dela querem tão somente continuar em sua contemplação querendo jamais adentrar
em seu interior.
2)
Existem
os que querem adentrar em seu interior e ver sentir, ter não só a compreensão
do seu lado e sua magnificência externa, mas também seu lado interno, os dois
lados da vida. No entanto, se contentam em serem espectadores somente
espectadores, e por mais que o espetáculo seja esplendido continuaram a serem
espectadores.
3)
Existem
os que adentraram e lá descobriram que a vida é um espetáculo e querem não permanecer
espectadores, querem fazer parte desse espetáculo, querem ser atores dessa
grande produção, querem subir para o palco da vida.
4)
Existem
por último os que passaram por essas sensações da vida e querem mais, querem
ser os que roteirizam e dirigem a vida. Não somente suas próprias, mas, também
os de quantos forem necessárias.
E você? Como vê a vida? Sua vida? A vida dos
outros? Escolha como encara a vida e viva, mas viva intensamente vivo.
Vislumbre o amanhã, queira esse amanhã. Viva não somente para seus interesses,
mas, viva para felicidade, compartilhe o máximo seus momentos.
Descubra seu Teatro.
Lourival Caetano
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