terça-feira, 26 de agosto de 2014

Chuva que Cai


CHUVA QUE CAI

Pingos dágua

Caem do céu

Correntes, enxurradas

Lavam as ruas

Sobem os rios

E caminhando pela calçada

Vejo as pessoas correndo

Fugindo

Da chuva que cai

A natureza predomina

A chuva se vai

O cheiro no ar

O verde das folhas ficam

Comprovam sua existência

Retratam a vida

E essa convivência

Combatem sua simplicidade

Tão complexa, tão ingênua

Traz-me saudades a confirmar

Como és linda, chuva que cai

Chuva que traz problemas

Traz cura, esperança.

Chuva não tem culpa

Qual inocente criança

Mas, às vezes apronta

Chuva que cai

Conte-me seus segredos

Fale-me de seus trovões

De seus relâmpagos

De sua branda garoa

De sua água boa

Como se faz?

Chuva que cai

Traz-me surpresas, temores

E todos correm

Chuva caindo, voltando

Destruindo, molhando

Sendo infinita, incomparável

Na ternura

Na frieza

Com ventos

Sem ventos

Mostra beleza

Sua indiferença

Simplesmente assustadora

_ Choram pra tu caíres

_ Choram pra tu cessares

_ Sorriem por tu chegares

_ Enlutam por tu matares

Seu barulho no silêncio

Em tudo um vazio

A correria a calma

_ Por que não quer parar?

_ Por que não quer chegar?

_ E quem sou eu?

Pra lhe dizer isso

Tens aqui um belo compromisso

Manter a vida

Pingos se multiplicam

E como brincam

Chuva que cai

Me traz, me leva

De dentro, não se sai

Nos reprova

Nos aproxima

Enclausura, dispersa

Chuva que cai

Traga-me a alegria

Para que eu a sinta

E sinta nas noites e dias

O bem que me faz

Chuva que cai

Sei que um dia eu irei

E tu ficarás

Muitos te olharão

Escutarão tua voz

Sentirão seu toque

Chuva que cai

Nos molha

Por favor, olha

A terra sedenta

Que esperando suas lágrimas

No solo arrebenta

Chuva que cai

Maneira bruta

Escuta!

Chuva que cai

Nada mais

A chuva acabou.

Nenhum comentário:

Postar um comentário