CHUVA
QUE CAI
Pingos dágua
Caem do céu
Correntes, enxurradas
Lavam as ruas
Sobem os rios
E caminhando pela calçada
Vejo as pessoas correndo
Fugindo
Da chuva que cai
A natureza predomina
A chuva se vai
O cheiro no ar
O verde das folhas ficam
Comprovam sua existência
Retratam a vida
E essa convivência
Combatem sua simplicidade
Tão complexa, tão ingênua
Traz-me saudades a confirmar
Como és linda, chuva que cai
Chuva que traz problemas
Traz cura, esperança.
Chuva não tem culpa
Qual inocente criança
Mas, às vezes apronta
Chuva que cai
Conte-me seus segredos
Fale-me de seus trovões
De seus relâmpagos
De sua branda garoa
De sua água boa
Como se faz?
Chuva que cai
Traz-me surpresas, temores
E todos correm
Chuva caindo, voltando
Destruindo, molhando
Sendo infinita, incomparável
Na ternura
Na frieza
Com ventos
Sem ventos
Mostra beleza
Sua indiferença
Simplesmente assustadora
_ Choram pra tu caíres
_ Choram pra tu cessares
_ Sorriem por tu chegares
_ Enlutam por tu matares
Seu barulho no silêncio
Em tudo um vazio
A correria a calma
_ Por que não quer parar?
_ Por que não quer chegar?
_ E quem sou eu?
Pra lhe dizer isso
Tens aqui um belo compromisso
Manter a vida
Pingos se multiplicam
E como brincam
Chuva que cai
Me traz, me leva
De dentro, não se sai
Nos reprova
Nos aproxima
Enclausura, dispersa
Chuva que cai
Traga-me a alegria
Para que eu a sinta
E sinta nas noites e dias
O bem que me faz
Chuva que cai
Sei que um dia eu irei
E tu ficarás
Muitos te olharão
Escutarão tua voz
Sentirão seu toque
Chuva que cai
Nos molha
Por favor, olha
A terra sedenta
Que esperando suas lágrimas
No solo arrebenta
Chuva que cai
Maneira bruta
Escuta!
Chuva que cai
Nada mais
A chuva acabou.
Nenhum comentário:
Postar um comentário