Ética Holística e as Organizações. (Lourival
Caetano)
Este é um texto particular que
objetiva esclarecer sobre a realidade das Organizações contribuindo de maneira
velada para reflexões e por que não, inferir em mentes multiplicadoras.
Minhas
Palavras: Tenho vivido em estado de alerta e pergunto se é isso que desejo, mas,
continuo a querer meu desenvolvimento que sei é um processo contínuo dentro do
atual contexto. No entanto, também sei, sou um observador e noto que muitos dos
problemas não são somente onde queremos chegar, mas, como chegar, não somente
fazer, mas como fazer. Existe falta de algo mais concreto nas Organizações,
falta-lhes um Norte, uma Filosofia que desenvolvesse uma catarse em todos, por isso a forma holística: O TODO É MAIOR QUE AS PARTES: ∀
> 𝚺
Holismo (do grego holos
que significa inteiro ou todo) é a idéia que as propriedades de um sistema,
quer se trate de seres humanos ou outros organismos, não podem ser explicadas
apenas pela soma dos seus componentes. O sistema como um todo determina como se
comportam as partes. Karl Popper denominou Holismo a tendência dos historicistas
em sustentar que o organismo social, assim como o biológico, é algo mais que a
simples soma dos seus membros e é também algo mais que a simples soma das relações existentes entre os membros (The
Poverty of Historicism, 1944, § 7).
Ética (do grego ethos costumes, morada). "A ética é daquelas coisas que todo mundo sabe o que são, mas que não são
fáceis de explicar, quando alguém pergunta”.(VALLS, Álvaro L.M. O que é
ética. 7a edição
Ed.Brasiliense, 1993, p.7) Segundo o Dicionário Aurélio Buarque de
Holanda, ÉTICA é "o estudo dos juízos de apreciação que se referem à
conduta humana susceptível de qualificação do ponto de vista do bem e do mal,
seja relativamente à determinada sociedade, seja de modo absoluto”.
Ética é algo que todos precisam ter.
Alguns dizem que têm.
Poucos levam a sério.
Ninguém cumpre à risca...
I
Observa-se
durante os últimos anos mudanças e mais mudanças muito velozes e de volume incomensuráveis,
consequentemente novos valores brotam, outros velhos que estavam adormecidos
estão retornando remasterizados. Assistimos aos poucos estupefatos um regresso
aos meios espirituais ao místico, contra ao que hoje é aceito, a valoração demasiada
ao que se julga moderno e utilitarista, resta-nos então, ver o modo Holístico.
A Sociedade tem um motor, sem ele ela não existe. Esse motor é as
Organizações, é dentro de cada uma delas que são tomadas decisões que afetam a
sua própria existência e por extensão, nós. As tais Organizações não são
somente empresas, são meios que transmitem quais porta-vozes diretrizes a essa
mesma sociedade, mesmo que sejam expressões de uma minoria. Sendo assim, se
elevam além de manufatoras, tornando-se difusores de ideias. E sabem que devem
se adaptar a novos nortes, pois, sua existência esta em risco. - Como será o
novo papel da organização no futuro? E se ela deve ser repensada de maneira
holística.
Com a chegada da Modernidade o homem se viu diante de descobertas que
desde então tem revolucionado a maneira de viver, contudo sua visão
racionalista o fez ver a ciência como único meio de progresso. Logo se
abandonou valores acumulados de milhares de anos nas filosofias, nas religiões
e quiçá no entendimento holístico. De lá pra cá, vemos um acréscimo notável
para o bem estar humano, mesmo à custa de sofrimento e uma subtração elevada da
natureza. De certa forma o importante parece ser que eu tenho e não o que eu
sou. Os especialistas alheios, e a serviço das organizações, se distanciaram de
um comportamento ético, muitas vezes acreditando que esses valores fossem
antagônicos ao desenvolvimento da ciência. Se por um lado o racionalismo e
objetividade prevaleciam, no outro, valores éticos eram apagados pela
tecnologia. E tem sido assim desde então, usada sem critérios e sem uma análise
crítica sobre os seus efeitos provoca muitas vezes desconforto humano e ameaça o
planeta.
- Até quando a Sociedade, as
Organizações irão suportar? Até quando todos irão suportar? Até quando o mundo vai
suportar? O que fazer e como fazer para mudar esse cenário?
Cada um nós nessa imensidão humana é particular, pois, somos diferentes,
temos valores diferentes, graças a inúmeros fatores como a família, a cultura,
a época, as crenças e em especial nossa relação como o exterior a nós. Quem
sabe devêssemos classificar as pessoas em aquelas que contribuem para a
permanência da vida e aquelas que não contribuem, pois, o mundo e a própria eternidade tornam-se inúteis
para quem se torna inútil para o mundo e para a eternidade. Não existe só eu,
existe nós em qualquer organização.
Por mais que saibamos as nossas diferenças, também sabemos que em
qualquer pirâmide que venha a ser desenvolvida para explicar os níveis sociais
e de necessidade, ela somente continua pirâmide. Na mesma forma se somos
sociedade não é nem invertendo a pirâmide nem a mantendo de cima para baixo, e
sim termos ciência que independente de onde estamos, somos ela, a pirâmide é
mais importante, ou seja, SOMOS UM.
II
O ser humano não é como uma máquina eterna, como se fosse foi feito para
trabalhar o tempo todo sob a pressão da lógica e do racionalismo, o psiquismo humano
é incapaz de suportar por um tempo prolongado. O ser humano precisa criar, precisa
de sua liberdade para expressar e para desenvolver o senso lúdico. A sociedade
que tá ai nos exige além de nossa capacidade. E essa tal sociedade demanda uma
fantasmagoria em sua busca por super profissionais, super machos ou super
fêmeas. Esse ideal fantasioso extrapola todos os limites físicos e mentais,
mais parece uma demência mega coletiva. A tal competitividade coloca o ser
humano numa posição ou imposição de ter e/ou ser o melhor cada vez melhor,
portanto, esse super humano fica fora da normalidade, da agradável coexistência
entre seres. Essa fantasmagoria desenvolvida por tais humanos extrapola a
realidade, transformando o certo em errado e vice versa. Na verdade cria-se seu
próprio inferno, pois o esforço desprendido para corresponder a essas
expectativas que se assume como particulares leva o individuo ordinariamente para
a frustração, a inevitável sensação de fracasso e a insensível solidão. Pois
o sentimento é de objetivo nunca atingido.
Cada vez mais
técnicas são desenvolvidas em busca das super habilidades que podem (quem sabe)
preencher as deficiências aludidas como necessárias e para tal, um universo de publicações
e linhas de pensamento afluem não sei de onde com promessas e milagres que
duraram tão somente até o próximo milagre. Virou um comércio da
pseuda-informação, da busca atrás do vento do conhecimento e soluções
mirabolantes. - Particularmente será que é compreensível que aquele que se
sente de alguma maneira frágil e é temeroso quanto ao amanhã como alguns terá de
temer esse amanhã? Por que então temer esse apavorante amanhã? Até onde temer? Se,
se deve temer, deve-se entender primeiro do por que o medo e vencê-lo. Buscar todos
os meios de superar e de negar as condições desfavoráveis. E se de alguma forma
conseguir isso mais fácil, mais cômoda, que tal uma que não exigisse tanto
tempo, nem muito esforço. Isso seria um tipo de ação egoísta e resolveria sua
demanda e agora os semelhantes a você. - Como ficaria? Agora munido de seus super
poderes seria um super vencedor. - Será? E que adiantaria isso para o bem comum?
Então quem não fosse capaz deveria ser relegado a qual plano?
O homem um ser
pensante. Cria coisas materiais e conceitos, ou seja, são abstrações. Essa é a maneira
dele criar, essa é a sua maneira particular de criar, pois através da
observação da natureza e de uma posterior abstração imagina e depois realiza. –
O que será quando o homem não tiver mais esse olhar ou ainda para onde olhar?
La se vão a natureza, as abstrações e consequentemente o homem. Logicamente é
de se esperar que a sociedade não veja com bons olhos o fato que seus membros
demonstrem qualquer amargura em seu nível psíquico. Quem sabe, a amargura, a
ansiedade e o sofrimento físico seja até tolerado, mas o mental, esse a
sociedade entende como fraqueza. A sociedade também espera que sejamos fortes
para suportá-la com toda a insanidade e arrogância que a forma e a sustém. Para
sociedade seja quem for você se não for vencedor num passará de um fraco. É seu
problema, pois é um preguiçoso, indolente e mal adaptado. Sendo assim, fazer valer
de suas críticas ou desviar-se do padrão social sempre pode ser subversivo. E
por isso mesmo, tal atitude é punida com a desaprovação dessa sociedade, que
considera tal conceito anormal, do qual todos os pertencentes querem se afastar.
Com consequências hoje se vê pessoas que simplesmente tem pavor de perderem seu
conceito, jamais conseguirão expor que se sentem mal ou discordam de alguma
coisa. O velho adágio “matar um leão por dia”, já funcionou agora se está no
plural, são “leões”, realmente não dá, se insistir irá enlouquecer. Seria
simples se criar expectativas mais extemporâneas aprendendo a tirar proveito
das situações, mas dever-se- ia sim investir na autoestima. - Se, se não pode
matar nem leão, nem leões, então prá que dar sua vida arriscando a ser abocanhado
em nome de que causa? - Se ainda assim fosse valeria a pena tal causa? Com todo
certeza nenhuma é mais importante que seu bem estar e sua família.
O ser humano
atual se sente sufocado pela pressão da insatisfação dele para com ele, dele
para com outros e da exigência que desconsidera seus limites e suas necessidades.
Uma sociedade não se salvará agindo assim, pois certamente não carece de redentores,
como também ninguém carece de indulgência, precisa-se de uma educação harmônica
onde os seres humanos serão humanos, que atentam uns para com aos outros, onde todos
tenham uma consciência em comum, para que se possa viver em acordo com os
princípios do respeito, da responsabilidade e por zelar pela vida, onde o seu
bem estar é meu bem estar logo o bem estar de todos. Quem sabe não será outra renascença,
libertos do jugo da racionalidade extrema, do produto em série da era
industrial, onde até seres humanos coisificados já parecem estar todos iguais.
Onde os tais conceitos e valores tão monetários precisarão ser revistos. Quem
sabe as pressões populares levaram governos e o poder econômico a repensar nos modos
de vida e de trabalho do ser humano. Quem sabe, serão impetuosamente discutidas
as relações sociais que nos parecem ser tão hipócritas, onde possam sofrer em
seus alicerces abalos intensos e abrangentes até que seja encontrado um novo
ponto de equilíbrio.
O ser humano contemporâneo
vive de: aparências, solidão, insatisfação vital, insegurança, desesperança na estrutura
social. Cansado pensa nas possibilidades reais se houvesse satisfação dele e
daqueles que o cercam. No entanto, se sente numa situação de real desconforto,
pois seu nível de ansiedade não para de aumentar. – Poder-se-ia tirar o que de
proveito? O que seria útil ao ser humano? Ainda que seja inegável sua
utilidade, certa racionalidade que o ser humano desenvolve não abrange todas as
áreas da vida, nem conhece todas as necessidades e motivações que nos tornam,
humanos. A sensação de gratidão e recompensa que se tira de nosso cotidiano, se
eleva ao nível de insatisfação, quando vivida como ansiedade. Sendo assim, uma
forma de lidar com esse excesso de frustração é a compulsão. Sente-se a
impressão de que, as transformações sucedidas na sociedade, com o aumento dos estímulos,
a superficialização das relações e a ênfase na competitividade, são as responsáveis
pelo aumento das manifestações deste estado de insegurança e insatisfação que
nos atinge. Pois afinal de contas predominam ao nosso redor duas classes de
pessoas: aquelas que já sabem dessa ligação entre todas as coisas do universo,
e aquelas que não acreditam nesse fato. As primeiras seria desnecessário prová-lo; às, outras, seria
absolutamente inútil.
III
Algumas analogias
iniciais para dar uma resposta prática às mudanças sinalizadas.
A
natação: a diferença de atitude entre uma pessoa que saiba nadar, e outra que
não o saiba, pode expressar-se nos termos abaixo descritos. A pessoa que não
sabe nadar afunda justamente porque "deseja" desesperadamente permanecer
na superfície. Daí resulta que ela tenta, de forma atabalhoada, agarrar-se à superfície
da água como se ela fosse sólida. O nadador, por sua vez, flutua porque se
entrega à fluidez do líquido, relaxando o corpo, como se simplesmente não
desejasse manter-se à tona. Este princípio é aplicável a todas as atividades
humanas: em tudo o que fizermos, seja jogar, dirigir um automóvel, praticar
alguma arte marcial, ou simplesmente fazer amigos, somente lograremos sucesso
se mantivermos uma atitude relaxada, deixando de lado qualquer tipo de tensão.
A isso nos referimos quando mencionamos a "ação sem desejo": não
significa deixar de querer algo, e sim deixar de afligir-se para consegui-lo. Obter-se-á o resultado pretendido, dessa
maneira, por conseqüência e não por
finalidade. O ser inserido em todo o processo do príncipio ao fim, todas as
partes são a mesma.
Dança no salão: Pensemos em uma pessoa que
precise atravessar um salão onde uma multidão dança freneticamente, algo como
um baile carnavalesco. Se ela decidir enfrentar a multidão, e atravessar o
salão andando em linha reta rapidamente, de duas uma: ou será atropelada pela
massa, ou, se tratar de um indivíduo com uma massa corporal respeitável,
conseguirá atravessar à custa de muitos safanões e empurrões, de modo que, além
de se ferir a si próprio, ferirá igualmente muitas pessoas que se colocarem em
seu caminho. Se sua atitude for demasiadamente agressiva, poderá até mesmo
provocar desentendimentos maiores, como brigas com alguns afoitos desejosos de
vingança. No entanto, alguém mais inteligente poderia lograr o mesmo feito de
forma muito menos traumática, se atravessasse o salão dançando no mesmo ritmo da
música e das pessoas ali presentes. Sua postura, ao contrário da postura tensa
do sujeito anterior, seria fluida e relaxada, de modo que pudesse desviar-se
agilmente das pessoas que se colocassem à sua frente: sua travessia, apesar de não se dar em linha reta,
seria muito mais rápida e agradável a todos.
Quando se impõe
ao ser humano uma carga maior que ele pode suportar em algum momento ele
sucumbe, e mesmo que obtenha supostas curas, talvez perca a felicidade e a
alegria de viver, pois, aumenta-se o tempo de vida, mas, não garante a
qualidade. Pode ainda questionar: - Para que a medicina atual busca nos
proporcionar uma vida de cem anos, se os idosos são considerados mais como
trastes, transtornos para o mercado de mão de obra ou gastos adicionais para a Sociedade?
Há algum tempo atrás, os idosos eram tidos como sábios, e a eles se recorria
quando se precisava de conselho. Estes, quando sentiam que chegava a hora
derradeira, reuniam os descendentes e, cercados de respeito e de calor humano,
a todos confortavam, aconselhavam e até profetizavam. Hoje, a sociedade deve
repensar outros moldes, realmente se tem de procurar e dar ao ser humano uma
vida plena, atendendo as diferenças de cada um, entretanto, entender as etapas
e preparar o indivíduo humano para o amanhã. Basta de tratamentos para buscar
super humanos, chega de tratamentos mórbidos, de terapia intensiva, nada de
tubos enfiados por toda parte, nem da solidão que espera cada cidadão obsoleto
de hoje, viver é simples, é fluir vida. Viver é estar consonante, é estar em
harmonia consigo e a própria vida, é estar em harmonia com o Todo. Não é
difícil pedir licença aos elementos, pois também de alguma forma somos e temos
elementos primordiais comuns.
O Elétron: “A medição altera o estado do elétron. Depois disso, o
universo jamais será o mesmo. Para descrever o que aconteceu, temos de cancelar
a velha palavra observador, substituindo-a
por participante“. (John Wheeler)
“Todos os efeitos são recíprocos e nenhum elemento age
sobre o outro sem que ele próprio seja modificado.” (Carl Jung)
"No nível
subatômico, as inter-relações e interações entre as partes do todo são mais
fundamentais do que as próprias partes. Há movimento, mas não existem, em
última análise, objetos em movimento; há atividade, mas não existem atores; não há
dançarinos, somente a dança". (Fritjof Capra)
Assim como o
elétron não somos mais observadores, somos todos participantes.
Fazemos
invariavelmente parte de um Todo, que poderemos situar tanto nos limites da
família, da cultura, ou por extensão, a toda a humanidade e até mesmo ao
planeta como um uma única entidade. Quando nascemos, viemos de modo a ocupar um
lugar subjetivo, da mesma forma que os elétrons parecem ocupar órbitas
predeterminadas, fora das quais fica impossível adquirir consistência.
Existimos, sim, mas somente em espaços previamente cedidos para tal. Um filho que
nasce sempre virá ocupar um espaço fornecido pela estrutura do Todo.
Seres humanos
sempre serão pessoas, e como tais, também demonstraram entendimento sobre seu
agora, mostrarão apego às funções intelectuais em detrimento de capacidades menos
objetivas, nada mais prosaico e ingênuo do que acreditar que podemos nos
esconder atrás de um diploma, de uma cadeira com espaldar mais alto, de uma
bênção, de uma análise didática para nos sentirmos além do alcance de outro que
venha a nós com a
sua dor e a sua esperança, e é aí que se tem de haver renovação. Renovação esta,
com sensibilidade, com intuição e simples bom-senso.
Filosoficamente diria
que, na verdade, a inscrição no templo de Apolo em Delfos: ”Conhece-te a ti mesmo”, é uma passagem
ao auto-entendimento. Pois, conhecer-se a si mesmo, de forma profunda, pode ser
uma experiência extremamente perturbadora. Subentende então, a obrigação de mudar, uma tarefa um
tanto árdua e dolorosa. Mas, imensamente gratificante.
Conclusão
Em sua composição O Todo é
constituído de muitos, ou seja, nós. Nós que damos vida às Organizações, que
somos sua essência, não carecemos de utopias e éticas medíocres, mas sim de
atitudes voltadas para o Bem comum quer internamente em nossas empresas quer em
outras Organizações que dela sejamos unidades, inclusive aquela que é seio da
Sociedade, a nossa família. É nosso dever maior dar-lhe equilíbrio com toda a
virtude que nos cabe, que cabe a cada de um de nós, pois se a minha unidade, se
o meu conjunto, estiver usufruindo uma vida melhor a sua unidade e seu conjunto
também, logo estaremos sendo UM,
pois a minha felicidade é a sua, e a sua felicidade é a minha.
Será necessário antes de dar os primeiros passos, definir aonde se quer
chegar, para tal, dever-se-á estabelecer uma nova origem, os meios e aí sim, o
fim, além de, como manter-se em ascensão permanente, mesmo que essa não seja
mais tão elevada. Na maioria das organizações é comum ter mesmo que não
instituído, Objetivo e Missão, e é nesses dois pontos que se pode começar.
Pontos esses que deverão estar inseridos, quais valores construtivos. Numa
visão sistêmica em que todos se relacionam para atingir os objetivos
organizacionais. Assim, a relação salário/trabalho muda para
bem-estar/trabalho, onde o salário não é a finalidade do trabalho e sim consequência
para melhoria de si e todos em um conjunto maior. Os resultados não serão
medidos somente pela produtividade e/ou eficiência, mas sim pelas conquistas
alcançadas como um TODO.
Concluo, esperando que minhas palavras seja a de muitos. Que sejamos UM.
TEXTOS ESCOLHIDOS
Gary Dessler
(1996:16) “Poucos argumentariam com o fato de que a forma mais poderosa de
garantir a execução correta do trabalho da empresa é sincronizar as suas metas
com as de seus funcionários – garantir, em outras palavras, que os dois conjuntos de metas sejam
essencialmente os mesmos, de modo que, ao procurar suas própria metas o
funcionário procure realizar também as metas da empresa. Criar comprometimento
significa forjar síntese.”
Douglas MacGregor (1980: 21) “Há uma ilusão que se revela muito comum nas tentativas da
direção para controlar o comportamento humano. Quando não alcançamos os
resultados desejados tendemos a procurar
a causa do fracasso por toda a parte, menos onde ela normalmente está: na
escolha dos métodos de controle inadequados... Quando as pessoas reagem às
decisões administrativas de maneira não desejada, a resposta normal é acusa-las.
A sua estupidez, a sua falta de cooperação, ou a sua preguiça é que são
apontadas como causa do que aconteceu, e não a omissão da administração na
seleção de meios adequados de controle”.
Descartes
“O bom senso é a coisa mais bem distribuída do mundo: pois cada um pensa estar tão
bem provido dele, que mesmo aqueles mais difíceis de satisfazerem com qualquer
outra coisa não costumam desejar mais bom senso do que tem. Assim, não é
verossímil que todos se enganem, mas, pelo contrário, isso demonstra que o poder de
bem julgar e de distinguir o verdadeiro do falso, que é propriamente o que se
denomina bom senso ou razão, é por natureza igual em todos os homens, e
portanto que a diversidade de nossas opiniões não decorre de uns serem mais
razoáveis que os outros, mas somente de que conduzimos nossos pensamentos por
diversas vias e não consideramos as mesmas coisas. Pois não basta ter o
espírito bom, mas o principal é
aplicá-lo bem. As maiores almas são capazes das maiores vícios, assim como das
maiores virtudes, e aqueles que só caminham muito lentamente podem alcançar
muito mais, se seguirem o caminho certo, do que os que correm e dele se
afastam”.
∀>𝚺
Nenhum comentário:
Postar um comentário