quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Ética Holística e as Organizações

Ética Holística e as Organizações. (Lourival Caetano)

Este é um texto particular que objetiva esclarecer sobre a realidade das Organizações contribuindo de maneira velada para reflexões e por que não, inferir em mentes multiplicadoras.
 Minhas Palavras: Tenho vivido em estado de alerta e pergunto se é isso que desejo, mas, continuo a querer meu desenvolvimento que sei é um processo contínuo dentro do atual contexto. No entanto, também sei, sou um observador e noto que muitos dos problemas não são somente onde queremos chegar, mas, como chegar, não somente fazer, mas como fazer. Existe falta de algo mais concreto nas Organizações, falta-lhes um Norte, uma Filosofia que desenvolvesse uma catarse em todos, por isso a forma holística: O TODO É MAIOR QUE AS PARTES:     > 𝚺










Holismo (do grego holos que significa inteiro ou todo) é a idéia que as propriedades de um sistema, quer se trate de seres humanos ou outros organismos, não podem ser explicadas apenas pela soma dos seus componentes. O sistema como um todo determina como se comportam as partes. Karl Popper denominou Holismo a tendência dos historicistas em sustentar que o organismo social, assim como o biológico, é algo mais que a simples soma dos seus membros e é também algo mais que a simples soma das relações existentes entre os membros (The Poverty of Historicism, 1944, § 7).

Ética (do grego ethos costumes, morada). "A ética é daquelas coisas que todo mundo sabe o que são, mas que não são fáceis de explicar, quando alguém pergunta”.(VALLS, Álvaro L.M. O que é ética. 7a edição  Ed.Brasiliense, 1993, p.7) Segundo o Dicionário Aurélio Buarque de Holanda, ÉTICA é "o estudo dos juízos de apreciação que se referem à conduta humana susceptível de qualificação do ponto de vista do bem e do mal, seja relativamente à determinada sociedade, seja de modo absoluto”.



Ética é algo que todos precisam ter.
Alguns dizem que têm.
Poucos levam a sério.
Ninguém cumpre à risca...










I
Observa-se durante os últimos anos mudanças e mais mudanças muito velozes e de volume incomensuráveis, consequentemente novos valores brotam, outros velhos que estavam adormecidos estão retornando remasterizados. Assistimos aos poucos estupefatos um regresso aos meios espirituais ao místico, contra ao que hoje é aceito, a valoração demasiada ao que se julga moderno e utilitarista, resta-nos então, ver o modo Holístico.
A Sociedade tem um motor, sem ele ela não existe. Esse motor é as Organizações, é dentro de cada uma delas que são tomadas decisões que afetam a sua própria existência e por extensão, nós. As tais Organizações não são somente empresas, são meios que transmitem quais porta-vozes diretrizes a essa mesma sociedade, mesmo que sejam expressões de uma minoria. Sendo assim, se elevam além de manufatoras, tornando-se difusores de ideias. E sabem que devem se adaptar a novos nortes, pois, sua existência esta em risco. - Como será o novo papel da organização no futuro? E se ela deve ser repensada de maneira holística.
Com a chegada da Modernidade o homem se viu diante de descobertas que desde então tem revolucionado a maneira de viver, contudo sua visão racionalista o fez ver a ciência como único meio de progresso. Logo se abandonou valores acumulados de milhares de anos nas filosofias, nas religiões e quiçá no entendimento holístico. De lá pra cá, vemos um acréscimo notável para o bem estar humano, mesmo à custa de sofrimento e uma subtração elevada da natureza. De certa forma o importante parece ser que eu tenho e não o que eu sou. Os especialistas alheios, e a serviço das organizações, se distanciaram de um comportamento ético, muitas vezes acreditando que esses valores fossem antagônicos ao desenvolvimento da ciência. Se por um lado o racionalismo e objetividade prevaleciam, no outro, valores éticos eram apagados pela tecnologia. E tem sido assim desde então, usada sem critérios e sem uma análise crítica sobre os seus efeitos provoca muitas vezes desconforto humano e ameaça o planeta.
 - Até quando a Sociedade, as Organizações irão suportar? Até quando todos irão suportar? Até quando o mundo vai suportar? O que fazer e como fazer para mudar esse cenário?
Cada um nós nessa imensidão humana é particular, pois, somos diferentes, temos valores diferentes, graças a inúmeros fatores como a família, a cultura, a época, as crenças e em especial nossa relação como o exterior a nós. Quem sabe devêssemos classificar as pessoas em aquelas que contribuem para a permanência da vida e aquelas que não contribuem, pois, o mundo e a própria eternidade tornam-se inúteis para quem se torna inútil para o mundo e para a eternidade. Não existe só eu, existe nós em qualquer organização.
Por mais que saibamos as nossas diferenças, também sabemos que em qualquer pirâmide que venha a ser desenvolvida para explicar os níveis sociais e de necessidade, ela somente continua pirâmide. Na mesma forma se somos sociedade não é nem invertendo a pirâmide nem a mantendo de cima para baixo, e sim termos ciência que independente de onde estamos, somos ela, a pirâmide é mais importante, ou seja, SOMOS UM.

II
O ser humano não é como uma máquina eterna, como se fosse foi feito para trabalhar o tempo todo sob a pressão da lógica e do racionalismo, o psiquismo humano é incapaz de suportar por um tempo prolongado. O ser humano precisa criar, precisa de sua liberdade para expressar e para desenvolver o senso lúdico. A sociedade que tá ai nos exige além de nossa capacidade. E essa tal sociedade demanda uma fantasmagoria em sua busca por super profissionais, super machos ou super fêmeas. Esse ideal fantasioso extrapola todos os limites físicos e mentais, mais parece uma demência mega coletiva. A tal competitividade coloca o ser humano numa posição ou imposição de ter e/ou ser o melhor cada vez melhor, portanto, esse super humano fica fora da normalidade, da agradável coexistência entre seres. Essa fantasmagoria desenvolvida por tais humanos extrapola a realidade, transformando o certo em errado e vice versa. Na verdade cria-se seu próprio inferno, pois o esforço desprendido para corresponder a essas expectativas que se assume como particulares leva o individuo ordinariamente para a frustração, a inevitável sensação de fracasso e a insensível solidão. Pois o sentimento é de objetivo nunca atingido.

Cada vez mais técnicas são desenvolvidas em busca das super habilidades que podem (quem sabe) preencher as deficiências aludidas como necessárias e para tal, um universo de publicações e linhas de pensamento afluem não sei de onde com promessas e milagres que duraram tão somente até o próximo milagre. Virou um comércio da pseuda-informação, da busca atrás do vento do conhecimento e soluções mirabolantes. - Particularmente será que é compreensível que aquele que se sente de alguma maneira frágil e é temeroso quanto ao amanhã como alguns terá de temer esse amanhã? Por que então temer esse apavorante amanhã? Até onde temer? Se, se deve temer, deve-se entender primeiro do por que o medo e vencê-lo. Buscar todos os meios de superar e de negar as condições desfavoráveis. E se de alguma forma conseguir isso mais fácil, mais cômoda, que tal uma que não exigisse tanto tempo, nem muito esforço. Isso seria um tipo de ação egoísta e resolveria sua demanda e agora os semelhantes a você. - Como ficaria? Agora munido de seus super poderes seria um super vencedor. - Será? E que adiantaria isso para o bem comum? Então quem não fosse capaz deveria ser relegado a qual plano?

O homem um ser pensante. Cria coisas materiais e conceitos, ou seja, são abstrações. Essa é a maneira dele criar, essa é a sua maneira particular de criar, pois através da observação da natureza e de uma posterior abstração imagina e depois realiza. – O que será quando o homem não tiver mais esse olhar ou ainda para onde olhar? La se vão a natureza, as abstrações e consequentemente o homem. Logicamente é de se esperar que a sociedade não veja com bons olhos o fato que seus membros demonstrem qualquer amargura em seu nível psíquico. Quem sabe, a amargura, a ansiedade e o sofrimento físico seja até tolerado, mas o mental, esse a sociedade entende como fraqueza. A sociedade também espera que sejamos fortes para suportá-la com toda a insanidade e arrogância que a forma e a sustém. Para sociedade seja quem for você se não for vencedor num passará de um fraco. É seu problema, pois é um preguiçoso, indolente e mal adaptado. Sendo assim, fazer valer de suas críticas ou desviar-se do padrão social sempre pode ser subversivo. E por isso mesmo, tal atitude é punida com a desaprovação dessa sociedade, que considera tal conceito anormal, do qual todos os pertencentes querem se afastar. Com consequências hoje se vê pessoas que simplesmente tem pavor de perderem seu conceito, jamais conseguirão expor que se sentem mal ou discordam de alguma coisa. O velho adágio “matar um leão por dia”, já funcionou agora se está no plural, são “leões”, realmente não dá, se insistir irá enlouquecer. Seria simples se criar expectativas mais extemporâneas aprendendo a tirar proveito das situações, mas dever-se- ia sim investir na autoestima. - Se, se não pode matar nem leão, nem leões, então prá que dar sua vida arriscando a ser abocanhado em nome de que causa? - Se ainda assim fosse valeria a pena tal causa? Com todo certeza nenhuma é mais importante que seu bem estar e sua família.

O ser humano atual se sente sufocado pela pressão da insatisfação dele para com ele, dele para com outros e da exigência que desconsidera seus limites e suas necessidades. Uma sociedade não se salvará agindo assim, pois certamente não carece de redentores, como também ninguém carece de indulgência, precisa-se de uma educação harmônica onde os seres humanos serão humanos, que atentam uns para com aos outros, onde todos tenham uma consciência em comum, para que se possa viver em acordo com os princípios do respeito, da responsabilidade e por zelar pela vida, onde o seu bem estar é meu bem estar logo o bem estar de todos. Quem sabe não será outra renascença, libertos do jugo da racionalidade extrema, do produto em série da era industrial, onde até seres humanos coisificados já parecem estar todos iguais. Onde os tais conceitos e valores tão monetários precisarão ser revistos. Quem sabe as pressões populares levaram governos e o poder econômico a repensar nos modos de vida e de trabalho do ser humano. Quem sabe, serão impetuosamente discutidas as relações sociais que nos parecem ser tão hipócritas, onde possam sofrer em seus alicerces abalos intensos e abrangentes até que seja encontrado um novo ponto de equilíbrio.

O ser humano contemporâneo vive de: aparências, solidão, insatisfação vital, insegurança, desesperança na estrutura social. Cansado pensa nas possibilidades reais se houvesse satisfação dele e daqueles que o cercam. No entanto, se sente numa situação de real desconforto, pois seu nível de ansiedade não para de aumentar. – Poder-se-ia tirar o que de proveito? O que seria útil ao ser humano? Ainda que seja inegável sua utilidade, certa racionalidade que o ser humano desenvolve não abrange todas as áreas da vida, nem conhece todas as necessidades e motivações que nos tornam, humanos. A sensação de gratidão e recompensa que se tira de nosso cotidiano, se eleva ao nível de insatisfação, quando vivida como ansiedade. Sendo assim, uma forma de lidar com esse excesso de frustração é a compulsão. Sente-se a impressão de que, as transformações sucedidas na sociedade, com o aumento dos estímulos, a superficialização das relações e a ênfase na competitividade, são as responsáveis pelo aumento das manifestações deste estado de insegurança e insatisfação que nos atinge. Pois afinal de contas predominam ao nosso redor duas classes de pessoas: aquelas que já sabem dessa ligação entre todas as coisas do universo, e aquelas que não acreditam nesse fato. As primeiras seria desnecessário prová-lo; às, outras, seria absolutamente inútil.


III

Algumas analogias iniciais para dar uma resposta prática às mudanças sinalizadas.

 A natação: a diferença de atitude entre uma pessoa que saiba nadar, e outra que não o saiba, pode expressar-se nos termos abaixo descritos. A pessoa que não sabe nadar afunda justamente porque "deseja" desesperadamente permanecer na superfície. Daí resulta que ela tenta, de forma atabalhoada, agarrar-se à superfície da água como se ela fosse sólida. O nadador, por sua vez, flutua porque se entrega à fluidez do líquido, relaxando o corpo, como se simplesmente não desejasse manter-se à tona. Este princípio é aplicável a todas as atividades humanas: em tudo o que fizermos, seja jogar, dirigir um automóvel, praticar alguma arte marcial, ou simplesmente fazer amigos, somente lograremos sucesso se mantivermos uma atitude relaxada, deixando de lado qualquer tipo de tensão. A isso nos referimos quando mencionamos a "ação sem desejo": não significa deixar de querer algo, e sim deixar de afligir-se para consegui-lo. Obter-se-á o resultado pretendido, dessa maneira, por conseqüência e não por finalidade. O ser inserido em todo o processo do príncipio ao fim, todas as partes são a mesma.

Dança no salão: Pensemos em uma pessoa que precise atravessar um salão onde uma multidão dança freneticamente, algo como um baile carnavalesco. Se ela decidir enfrentar a multidão, e atravessar o salão andando em linha reta rapidamente, de duas uma: ou será atropelada pela massa, ou, se tratar de um indivíduo com uma massa corporal respeitável, conseguirá atravessar à custa de muitos safanões e empurrões, de modo que, além de se ferir a si próprio, ferirá igualmente muitas pessoas que se colocarem em seu caminho. Se sua atitude for demasiadamente agressiva, poderá até mesmo provocar desentendimentos maiores, como brigas com alguns afoitos desejosos de vingança. No entanto, alguém mais inteligente poderia lograr o mesmo feito de forma muito menos traumática, se atravessasse o salão dançando no mesmo ritmo da música e das pessoas ali presentes. Sua postura, ao contrário da postura tensa do sujeito anterior, seria fluida e relaxada, de modo que pudesse desviar-se agilmente das pessoas que se colocassem à sua frente: sua travessia, apesar de não se dar em linha reta, seria muito mais rápida e agradável a todos.

Quando se impõe ao ser humano uma carga maior que ele pode suportar em algum momento ele sucumbe, e mesmo que obtenha supostas curas, talvez perca a felicidade e a alegria de viver, pois, aumenta-se o tempo de vida, mas, não garante a qualidade. Pode ainda questionar: - Para que a medicina atual busca nos proporcionar uma vida de cem anos, se os idosos são considerados mais como trastes, transtornos para o mercado de mão de obra ou gastos adicionais para a Sociedade? Há algum tempo atrás, os idosos eram tidos como sábios, e a eles se recorria quando se precisava de conselho. Estes, quando sentiam que chegava a hora derradeira, reuniam os descendentes e, cercados de respeito e de calor humano, a todos confortavam, aconselhavam e até profetizavam. Hoje, a sociedade deve repensar outros moldes, realmente se tem de procurar e dar ao ser humano uma vida plena, atendendo as diferenças de cada um, entretanto, entender as etapas e preparar o indivíduo humano para o amanhã. Basta de tratamentos para buscar super humanos, chega de tratamentos mórbidos, de terapia intensiva, nada de tubos enfiados por toda parte, nem da solidão que espera cada cidadão obsoleto de hoje, viver é simples, é fluir vida. Viver é estar consonante, é estar em harmonia consigo e a própria vida, é estar em harmonia com o Todo. Não é difícil pedir licença aos elementos, pois também de alguma forma somos e temos elementos primordiais comuns.

O Elétron: “A medição altera o estado do elétron. Depois disso, o universo jamais será o mesmo. Para descrever o que aconteceu, temos de cancelar a velha palavra observador, substituindo-a por participante“. (John Wheeler)

“Todos os efeitos são recíprocos e nenhum elemento age sobre o outro sem que ele próprio seja modificado.” (Carl Jung)

"No nível subatômico, as inter-relações e interações entre as partes do todo são mais fundamentais do que as próprias partes. Há movimento, mas não existem, em última análise, objetos em movimento; há atividade, mas não existem atores; não há dançarinos, somente a dança". (Fritjof Capra)

Assim como o elétron não somos mais observadores, somos todos participantes.

Fazemos invariavelmente parte de um Todo, que poderemos situar tanto nos limites da família, da cultura, ou por extensão, a toda a humanidade e até mesmo ao planeta como um uma única entidade. Quando nascemos, viemos de modo a ocupar um lugar subjetivo, da mesma forma que os elétrons parecem ocupar órbitas predeterminadas, fora das quais fica impossível adquirir consistência. Existimos, sim, mas somente em espaços previamente cedidos para tal. Um filho que nasce sempre virá ocupar um espaço fornecido pela estrutura do Todo.

Seres humanos sempre serão pessoas, e como tais, também demonstraram entendimento sobre seu agora, mostrarão apego às funções intelectuais em detrimento de capacidades menos objetivas, nada mais prosaico e ingênuo do que acreditar que podemos nos esconder atrás de um diploma, de uma cadeira com espaldar mais alto, de uma bênção, de uma análise didática para nos sentirmos além do alcance de outro que venha a nós com a sua dor e a sua esperança, e é aí que se tem de haver renovação. Renovação esta, com sensibilidade, com intuição e simples bom-senso.

Filosoficamente diria que, na verdade, a inscrição no templo de Apolo em Delfos: ”Conhece-te a ti mesmo”, é uma passagem ao auto-entendimento. Pois, conhecer-se a si mesmo, de forma profunda, pode ser uma experiência extremamente perturbadora. Subentende então, a obrigação de mudar, uma tarefa um tanto árdua e dolorosa. Mas, imensamente gratificante.
Conclusão
Em sua composição O Todo é constituído de muitos, ou seja, nós. Nós que damos vida às Organizações, que somos sua essência, não carecemos de utopias e éticas medíocres, mas sim de atitudes voltadas para o Bem comum quer internamente em nossas empresas quer em outras Organizações que dela sejamos unidades, inclusive aquela que é seio da Sociedade, a nossa família. É nosso dever maior dar-lhe equilíbrio com toda a virtude que nos cabe, que cabe a cada de um de nós, pois se a minha unidade, se o meu conjunto, estiver usufruindo uma vida melhor a sua unidade e seu conjunto também, logo estaremos sendo UM, pois a minha felicidade é a sua, e a sua felicidade é a minha.
Será necessário antes de dar os primeiros passos, definir aonde se quer chegar, para tal, dever-se-á estabelecer uma nova origem, os meios e aí sim, o fim, além de, como manter-se em ascensão permanente, mesmo que essa não seja mais tão elevada. Na maioria das organizações é comum ter mesmo que não instituído, Objetivo e Missão, e é nesses dois pontos que se pode começar. Pontos esses que deverão estar inseridos, quais valores construtivos. Numa visão sistêmica em que todos se relacionam para atingir os objetivos organizacionais. Assim, a relação salário/trabalho muda para bem-estar/trabalho, onde o salário não é a finalidade do trabalho e sim consequência para melhoria de si e todos em um conjunto maior. Os resultados não serão medidos somente pela produtividade e/ou eficiência, mas sim pelas conquistas alcançadas como um TODO.
Concluo, esperando que minhas palavras seja a de muitos. Que sejamos UM.
TEXTOS ESCOLHIDOS
Gary Dessler (1996:16) “Poucos argumentariam com o fato de que a forma mais poderosa de garantir a execução correta do trabalho da empresa é sincronizar as suas metas com as de seus funcionários – garantir, em outras palavras, que os dois conjuntos de metas sejam essencialmente os mesmos, de modo que, ao procurar suas própria metas o funcionário procure realizar também as metas da empresa. Criar comprometimento significa forjar síntese.”
Douglas MacGregor (1980: 21) “Há uma ilusão que se revela muito comum nas tentativas da direção para controlar o comportamento humano. Quando não alcançamos os resultados desejados tendemos a procurar a causa do fracasso por toda a parte, menos onde ela normalmente está: na escolha dos métodos de controle inadequados... Quando as pessoas reagem às decisões administrativas de maneira não desejada, a resposta normal é acusa-las. A sua estupidez, a sua falta de cooperação, ou a sua preguiça é que são apontadas como causa do que aconteceu, e não a omissão da administração na seleção de meios adequados de controle”.
Descartes “O bom senso é a coisa mais bem distribuída do mundo: pois cada um pensa estar tão bem provido dele, que mesmo aqueles mais difíceis de satisfazerem com qualquer outra coisa não costumam desejar mais bom senso do que tem. Assim, não é verossímil que todos se enganem, mas, pelo contrário,  isso demonstra que o poder de bem julgar e de distinguir o verdadeiro do falso, que é propriamente o que se denomina bom senso ou razão, é por natureza igual em todos os homens, e portanto que a diversidade de nossas opiniões não decorre de uns serem mais razoáveis que os outros, mas somente de que conduzimos nossos pensamentos por diversas vias e não consideramos as mesmas coisas. Pois não basta ter o espírito  bom, mas o principal é aplicá-lo bem. As maiores almas são capazes das maiores vícios, assim como das maiores virtudes, e aqueles que só caminham muito lentamente podem alcançar muito mais, se seguirem o caminho certo, do que os que correm e dele se afastam”.


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