segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Momentos Eternos


MOMENTOS ETERNOS

 

No intento de buscar o não conhecido de sentir o não sentido e por aí a fora, é que muitas vezes o indivíduo se isola e tende a contemplar em seu eu, sua mente, o que cada movimento cada slide da vida proporciona e como dele tirar o máximo de informação e logicamente ordená-los para que transformem em conhecimento. E dum ato filosófico que deduz o conhecimento e dele se faz ciência.

 

Quando intuímos externamente esse momento, esse único momento, eterno momento não há tempo, tem-se a impressão que somente o agora existe. Tornando esse momento com características eternas. E assim entendemos e deciframos aquela realidade. Quando externamos isso em fórmulas, frases, pinturas, esculturas, êxtase, sentimos um delírio de satisfação que marcará nossas mentes para sempre. E assim, precisamos desse momento não uma única vez, mas, ansiamos cada vez mais e mais. Alguns afortunados o têm várias vezes, outros uma única vez, independente é que esse momento existe e está ao seu redor continuamente, devemos libertá-lo, deixá-lo sair, para que possamos admirar seu esplendor. No entanto, devemos nos preparar para esse encontro da melhor maneira. Devemos estar à altura daquilo que nos será revelado.

 

Assim também esse momento vem acompanhado com o que de mais belo, fascinante e fantástico se poder intuir, quer imagem quer som. Toda a força expressa, toda a potência admitida, toda a glória sentida, todo êxtase manifestado em toda a sua plenitude será o momento para termos esse sentimento. Alguns acreditam que a natureza é capaz de nos ofertar, há ainda os que acreditam na manifestação do divino para isso. Independente da fonte o importante é que se tenha esse momento.

 

Pode parecer, mas nem tudo tem seus princípios no entendimento estético, na contemplação do belo, mas, temos de admitir que sua essência consisti em si mesmo. A sublimação de evento observado levado à êxtase é maravilhosa. Adentrar aos solenes portais dos saberes e sabores com direito de nossos sentidos serem compelidos a sentir os efeitos da sublimação total seguida de seu relax é de longe a maior busca do ser humano, experiência que nos revela e nos torna partícipes do Universo. Esse momento se torna então sagrado, pois descobre por si que se não está só nesse Universo, faz-se parte dele compõe ele, vive nele e nele subsisti. Descobre por intuição que um ente Superior subsisti com ele. “Eu não sou só eu”. Percebe que sua externalidade foi criada e desenvolvida para justos fins. E assim passa amar e ter em sua mente esse amor como maior expressão dos seres. Esse amor passa a criar cada vez mais em sua complexidade, querendo superar em cada sublimação um momento cada vez mais grandioso e isso nos leva ao infinito. Onde com certeza as grandezas serão superlativas e/ou relativas entre si. Como disse o que importa é ter esse entendimento, compreendê-lo e com isso amá-lo, e lógico dividir esse amor, quem sabe não a experiência desse momento, mas, a emoção dele.

 

Lourival Caetano

 

 

 

 

 

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