MOMENTOS ETERNOS
No intento de buscar o não
conhecido de sentir o não sentido e por aí a fora, é que muitas vezes o indivíduo
se isola e tende a contemplar em seu eu, sua mente, o que cada movimento cada
slide da vida proporciona e como dele tirar o máximo de informação e
logicamente ordená-los para que transformem em conhecimento. E dum ato
filosófico que deduz o conhecimento e dele se faz ciência.
Quando intuímos externamente esse
momento, esse único momento, eterno momento não há tempo, tem-se a impressão
que somente o agora existe. Tornando esse momento com características eternas.
E assim entendemos e deciframos aquela realidade. Quando externamos isso em fórmulas,
frases, pinturas, esculturas, êxtase, sentimos um delírio de satisfação que
marcará nossas mentes para sempre. E assim, precisamos desse momento não uma
única vez, mas, ansiamos cada vez mais e mais. Alguns afortunados o têm várias
vezes, outros uma única vez, independente é que esse momento existe e está ao
seu redor continuamente, devemos libertá-lo, deixá-lo sair, para que possamos
admirar seu esplendor. No entanto, devemos nos preparar para esse encontro da
melhor maneira. Devemos estar à altura daquilo que nos será revelado.
Assim também esse momento vem
acompanhado com o que de mais belo, fascinante e fantástico se poder intuir,
quer imagem quer som. Toda a força expressa, toda a potência admitida, toda a
glória sentida, todo êxtase manifestado em toda a sua plenitude será o momento
para termos esse sentimento. Alguns acreditam que a natureza é capaz de nos
ofertar, há ainda os que acreditam na manifestação do divino para isso. Independente
da fonte o importante é que se tenha esse momento.
Pode parecer, mas nem tudo tem
seus princípios no entendimento estético, na contemplação do belo, mas, temos
de admitir que sua essência consisti em si mesmo. A sublimação de evento
observado levado à êxtase é maravilhosa. Adentrar aos solenes portais dos
saberes e sabores com direito de nossos sentidos serem compelidos a sentir os
efeitos da sublimação total seguida de seu relax é de longe a maior busca do
ser humano, experiência que nos revela e nos torna partícipes do Universo. Esse
momento se torna então sagrado, pois descobre por si que se não está só nesse Universo,
faz-se parte dele compõe ele, vive nele e nele subsisti. Descobre por intuição
que um ente Superior subsisti com ele. “Eu não sou só eu”. Percebe que sua
externalidade foi criada e desenvolvida para justos fins. E assim passa amar e
ter em sua mente esse amor como maior expressão dos seres. Esse amor passa a
criar cada vez mais em sua complexidade, querendo superar em cada sublimação um
momento cada vez mais grandioso e isso nos leva ao infinito. Onde com certeza
as grandezas serão superlativas e/ou relativas entre si. Como disse o que
importa é ter esse entendimento, compreendê-lo e com isso amá-lo, e lógico
dividir esse amor, quem sabe não a experiência desse momento, mas, a emoção
dele.
Lourival Caetano
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