“REFERÊNCIAS”
re·fe·rên·ci·a
(latim referentia, -ae, plural neutro de referens, -entis, particípio presente de refero, referre, trazer ou levar de novo, remeter, dar, responder, relatar)
(latim referentia, -ae, plural neutro de referens, -entis, particípio presente de refero, referre, trazer ou levar de novo, remeter, dar, responder, relatar)
substantivo feminino
substantivo feminino
1. .Ação de
referir.
2. A coisa referida.
3. Menção, .registro.
4. Ponto de .contato ou relação que uma coisa tem com
outra.
5. Conjunto de qualidades ou características tomado como modelo.
6. Alusão.
7. Código, inscrição ou marca que permite identificar um processo,
um documento, uma encomenda, um .objeto, etc.
referências
substantivo feminino plural
substantivo feminino plural
8. Conjunto de informações que se dão ou se pedem sobre alguém.
com referência
a
• O mesmo que em referência a.
• O mesmo que em referência a.
em referência a
• Relativamente a.
• Relativamente a.
Palavras relacionadas:
.
"referência", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/refer%C3%AAncia [consultado em 30-03-2014].
O que usamos como referência? Bom, não é muito razoável usar a si como referência, pois, parece ser
difícil andar com espelho em nossa frente. Tem-se que ter alguém ou alguma
coisa para servir de baliza, ou seja, uma referência. Precisa-se então de um
elemento externo a nós. Será inútil olhar nesse espelho, além de que serão
sempre as mesmas imagens. Onde então buscar nossas referências? O que seria
útil ou não? A Mídia, a Moda, o vizinho, os irmãos, os amigos, quem
utilizaremos como referência? Como identificar o melhor para si e por extensão
para os que estão em entorno?
Qual Norte tal ponto servirá para nos guiar por um
espaço-tempo. Ainda assim, ser-se-ia difícil, pois se terá que conhecer a si
depois os outros, isso nos remete a Sócrates: “Conhece a ti mesmo”. Foi ele
quem nos descreve o que estava transcrito no Pórtico na entrada do templo de
Apolo em Delfos. Ele (Sócrates) não era referência para quem quisesse ser
popular. Ele era feio, relaxado e provocava os referenciais da época ao ponto
de ser julgado e condenado a morte por isso. Hoje sua memória serve de divisor
para a história filosófica, e junto com Platão e Aristóteles (ambos partos de
seu pensar) são os pensadores que moldaram o mundo ocidental.
- E o que
Sócrates usava como referência? Segundo suas palavras: “Antes sofrer injustiça
do que praticar injustiça”. A Justiça
era seu Norte o restante, consequência. Além de que acreditava na justiça
divina, pois a dos homens pode até falhar, mas, a divina essa não falha. Em
algum lugar teremos de ser responsabilizados por nossos atos e escolhas. Umas
das acusações a Sócrates foi de negar os deuses estabelecidos e difundir novos
deuses, corrompendo em especial a juventude. Um de seus discípulos (Platão)
registra sua história. E tem como referência seu mestre (Sócrates).
Agora, sim agora, nosso agora. Vemos uma pluralidade
imensa de referências em especial no que tange a nossa Fé, Leis e
Entretenimentos. Alguns religiosos,
assim como políticos e esportistas se consideram super estrelas, astros, tal
quais as estrelas físicas, tais servem para muitos de referência. - Praticam
eles Justiça? Conhecem a si mesmos? Morreriam por acreditar em sua causa? Vivem
para esclarecer o povo? Hoje se entra numa porta, amanhã pode ser outra e
depois outra, claro tudo é conveniente. - E descente será?
Existe algo em nós que anseia um Norte, uma referência
pode ser o que quiser do prazer além do normal à busca de um retorno em tudo
que se pratica, nada é desenvolvido para o coletivo somente para o singular. –
Será que amor dividido não seria o egoísmo dilatado? Um vácuo profundo, uma inércia
sentida nessa sociedade perdida, e aproveitadores quais lobos, sedentos pelos
sem causa e sem referência. Falam: Vinde a mim. Mas, não estão dispostos a
aliviar nenhuma carga e sim a dar mais carga, uma falência agendada, uma ilusão
programada. “O FIM É INEVITÁVEL”.
Não se é para abandonar a religião a política ou o
esporte, mas, refiná-las. Juntas hoje queiramos ou não, são a maiores referências
que se tem. Cumprem seu papel em descortinar o certo e o errado para nós em
especial quando crianças. Mas, todos em geral proclamam como se fossem donos da
VERDADE. No entanto, só é verdade quando o fato em si é para todos ex:
(gravidade, luz, energia, etc) se foge disso, ou melhor, se essa verdade é só
para alguns, então isso não é universal, isso não é uma VERDADE. Isso não serve
para referência.
Aí vem os pais, não são referências, pois poucos se
consideram referências para seus próprios filhos. A WEB é considerada hoje a
maior referência entre os jovens e jovens adultos. É tanto que somente alguns
procuram outros meios externos senão a WEB. Mesmo, o que estão sobe a chancela
dos pais não vê a hora de se esquivar, talvez hoje não, mas, em algum momento
no futuro isso será inevitável. Vai haver questionamentos e respostas virão
inexoravelmente pela WEB, mesmo nela, milhões e milhões de endereços
eletrônicos e entre tais, o que nos parece “saudáveis e os não saudáveis”. O
que significa que se respeitar o livre arbítrio de cada um. Teremos para cada
um de nós valores que comungaremos com uma certa parcela de indivíduos e outra
parcela não. Nesse “Ethos” (Universo de costumes e leis) vale o que cada um se
submete e acredita ser o certo. Então esse estará sujeito, caso contrário não.
A maioria sempre desconhece a história humana, e se
limita a reconhecer valores que durante sua existência foi concebida
esquecendo-se de todo o acervo de conhecimento adquirido ao longo da história e
suas sociedades, independente de sua época e valores. Dever-se-ia estudar como
cada uma delas resolveram os mesmos problemas que os atuais e o que lhes servia
de referência. Se ao longo do tempo de milhares de anos os questionamentos
éticos sociais não mudaram e continuam os mesmos nada mais lógico que usarmos
tais respostas.
Sim, nós seres “humanos” somos capazes de promover
mudanças inclusive para o bem comum. Transformar nosso agora em melhor e melhor
e melhor sempre. Pare e pense - onde minha contribuição potencializará? Comece
em casa, em reuniões, em escolas, nas ruas ou em qualquer lugar sinta
satisfeito em fazer o bem em obrar o certo, não espere recompensas faça que
esse ato seja uma semente que outro ou você poderá cuidar e os frutos serão
espontâneos.
As referências são o próprio BEM, uma parte do mundo
melhor trabalhando para outras partes tornarem-se melhores, nada mais, simples
assim.
Nem se precisa abandonar e/ou abraçar causa nenhuma faça
querendo fazer somente seja você, agora um ser humano com qualidades humanas.
Nem bom nem mal, não se consegue agradar a todos, portanto, seja JUSTO.
Lourival Caetano
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