segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Referências


“REFERÊNCIAS”

 

 

re·fe·rên·ci·a
(
latim referentia, -ae, plural neutro de referens, -entis, particípio presente de refero, referre, trazer ou levar de novo, remeter, dar, responder, relatar)

substantivo feminino

substantivo feminino

1. .Ação de referir.

2. A coisa referida.

3. Menção, .registro.

4. Ponto de .contato ou relação que uma coisa tem com outra.

5. Conjunto de qualidades ou características tomado como modelo.

6. Alusão.

7. Código, inscrição ou marca que permite identificar um processo, um documento, uma encomenda, um .objeto, etc.


referências

substantivo feminino plural

substantivo feminino plural

8. Conjunto de informações que se dão ou se pedem sobre alguém.

 

com referência a
O mesmo que em referência a.

em referência a
Relativamente a.

Palavras relacionadas:


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"referência", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/refer%C3%AAncia [consultado em 30-03-2014].

 

O que usamos como referência? Bom, não é muito razoável usar a si como referência, pois, parece ser difícil andar com espelho em nossa frente. Tem-se que ter alguém ou alguma coisa para servir de baliza, ou seja, uma referência. Precisa-se então de um elemento externo a nós. Será inútil olhar nesse espelho, além de que serão sempre as mesmas imagens. Onde então buscar nossas referências? O que seria útil ou não? A Mídia, a Moda, o vizinho, os irmãos, os amigos, quem utilizaremos como referência? Como identificar o melhor para si e por extensão para os que estão em entorno?

Qual Norte tal ponto servirá para nos guiar por um espaço-tempo. Ainda assim, ser-se-ia difícil, pois se terá que conhecer a si depois os outros, isso nos remete a Sócrates: “Conhece a ti mesmo”. Foi ele quem nos descreve o que estava transcrito no Pórtico na entrada do templo de Apolo em Delfos. Ele (Sócrates) não era referência para quem quisesse ser popular. Ele era feio, relaxado e provocava os referenciais da época ao ponto de ser julgado e condenado a morte por isso. Hoje sua memória serve de divisor para a história filosófica, e junto com Platão e Aristóteles (ambos partos de seu pensar) são os pensadores que moldaram o mundo ocidental.

 - E o que Sócrates usava como referência? Segundo suas palavras: “Antes sofrer injustiça do que praticar injustiça”. A Justiça era seu Norte o restante, consequência. Além de que acreditava na justiça divina, pois a dos homens pode até falhar, mas, a divina essa não falha. Em algum lugar teremos de ser responsabilizados por nossos atos e escolhas. Umas das acusações a Sócrates foi de negar os deuses estabelecidos e difundir novos deuses, corrompendo em especial a juventude. Um de seus discípulos (Platão) registra sua história. E tem como referência seu mestre (Sócrates).

Agora, sim agora, nosso agora. Vemos uma pluralidade imensa de referências em especial no que tange a nossa Fé, Leis e Entretenimentos.  Alguns religiosos, assim como políticos e esportistas se consideram super estrelas, astros, tal quais as estrelas físicas, tais servem para muitos de referência. - Praticam eles Justiça? Conhecem a si mesmos? Morreriam por acreditar em sua causa? Vivem para esclarecer o povo? Hoje se entra numa porta, amanhã pode ser outra e depois outra, claro tudo é conveniente. - E descente será?

Existe algo em nós que anseia um Norte, uma referência pode ser o que quiser do prazer além do normal à busca de um retorno em tudo que se pratica, nada é desenvolvido para o coletivo somente para o singular. – Será que amor dividido não seria o egoísmo dilatado? Um vácuo profundo, uma inércia sentida nessa sociedade perdida, e aproveitadores quais lobos, sedentos pelos sem causa e sem referência. Falam: Vinde a mim. Mas, não estão dispostos a aliviar nenhuma carga e sim a dar mais carga, uma falência agendada, uma ilusão programada. “O FIM É INEVITÁVEL”.   

Não se é para abandonar a religião a política ou o esporte, mas, refiná-las. Juntas hoje queiramos ou não, são a maiores referências que se tem. Cumprem seu papel em descortinar o certo e o errado para nós em especial quando crianças. Mas, todos em geral proclamam como se fossem donos da VERDADE. No entanto, só é verdade quando o fato em si é para todos ex: (gravidade, luz, energia, etc) se foge disso, ou melhor, se essa verdade é só para alguns, então isso não é universal, isso não é uma VERDADE. Isso não serve para referência.

Aí vem os pais, não são referências, pois poucos se consideram referências para seus próprios filhos. A WEB é considerada hoje a maior referência entre os jovens e jovens adultos. É tanto que somente alguns procuram outros meios externos senão a WEB. Mesmo, o que estão sobe a chancela dos pais não vê a hora de se esquivar, talvez hoje não, mas, em algum momento no futuro isso será inevitável. Vai haver questionamentos e respostas virão inexoravelmente pela WEB, mesmo nela, milhões e milhões de endereços eletrônicos e entre tais, o que nos parece “saudáveis e os não saudáveis”. O que significa que se respeitar o livre arbítrio de cada um. Teremos para cada um de nós valores que comungaremos com uma certa parcela de indivíduos e outra parcela não. Nesse “Ethos” (Universo de costumes e leis) vale o que cada um se submete e acredita ser o certo. Então esse estará sujeito, caso contrário não.

A maioria sempre desconhece a história humana, e se limita a reconhecer valores que durante sua existência foi concebida esquecendo-se de todo o acervo de conhecimento adquirido ao longo da história e suas sociedades, independente de sua época e valores. Dever-se-ia estudar como cada uma delas resolveram os mesmos problemas que os atuais e o que lhes servia de referência. Se ao longo do tempo de milhares de anos os questionamentos éticos sociais não mudaram e continuam os mesmos nada mais lógico que usarmos tais respostas.

Sim, nós seres “humanos” somos capazes de promover mudanças inclusive para o bem comum. Transformar nosso agora em melhor e melhor e melhor sempre. Pare e pense - onde minha contribuição potencializará? Comece em casa, em reuniões, em escolas, nas ruas ou em qualquer lugar sinta satisfeito em fazer o bem em obrar o certo, não espere recompensas faça que esse ato seja uma semente que outro ou você poderá cuidar e os frutos serão espontâneos.

As referências são o próprio BEM, uma parte do mundo melhor trabalhando para outras partes tornarem-se melhores, nada mais, simples assim.

Nem se precisa abandonar e/ou abraçar causa nenhuma faça querendo fazer somente seja você, agora um ser humano com qualidades humanas. Nem bom nem mal, não se consegue agradar a todos, portanto, seja JUSTO.

 

Lourival Caetano

 

 

 

 

 

 

 

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