Um
País de Fortes.
Estou perplexo se tivessem me
contado não acreditaria foi um vexame sem paradoxos e seus limites são para nós
inescrutáveis, tanto que agora se vê um turbilhão de “desculpas” que não servem
para nada. O Brasil, seu time de futebol levou um olé histórico que se espera
não se repita. Mas, vamos deixar a parte técnica a aqueles que dizem
conhecedores do assunto, realmente pretendo ir à outra direção ir para sua
essência do conjunto que cada jogador somou dando aos observadores uma
impressão de unidade.
Comentando certa vez com um
oficial militar a alguns anos, ele asseverava que não entendia o que estava
acontecendo com os recrutas que adentravam ao quartel, pois, observava segundo
ele não mais jovens adultos, mas adolescentes que queriam só saber de brincar e
que quando confrontados em situações perigosas de instrução de combate chegavam
a gritar por sua mãe, seu pai e principalmente por Deus. Isso era estranho,
pois esse comportamento não era condizente com os recrutas por ele observado em
épocas passadas. – Então por que esse bando de “chorão” agia assim? Como tais
poderiam defender sua Pátria, aliás, nossa Pátria? Foi por isso que me lembrei
dessa conversa, nossos meninos são deveras meninos. - Mas, não ganham milhões? São
até pais? Então por que tanta infantilidade diante das adversidades? Quem os
educou? Quem foi seu preceptor? Quem na realidade não os preparou para os
desafios e intervenientes da vida, do dia a dia onde ganhar e perder fazem
parte, assim como honra, determinação, superação e tantos adjetivos afins.
Quem os educou fomos nós. Nós
pais, nós mães, nós professores, nós sociedade, nós mídia. Sim nós, que
gostamos de bonitinhos de mauricinhos emplumados de jovens que podem fazer
sexo, mas não tem responsabilidade de arrumar nem sua cama. Jovens que acordam
10 horas da manhã e acreditam piamente que sua vida financeira é de
responsabilidades de todos menos dele. Jovens que não podem ser disciplinados,
pois isso é ser retrógado. Jovens que acreditam que tudo é por vontade de Deus
e esquecem que se não fizer a sua parte e até mais não terão sucesso. Deus não
tem lado em competições que se esta abordando.
Lágrimas refrescam a alma quando
advindas de ternos sentimentos, ou dores. Lágrimas como demonstração de
fraqueza causam-nos vergonha e aversão. Não são meninos são adultos com
aptidões que a maioria nem sonha ter, e por isso são responsáveis pelos seus
atos. Gostaria mesmo perdendo ver a torcida toda aplaudindo por um sentimento
de dever cumprido, mas vimos o contrário. Uma seleção que acredito representa
não somente um time de futebol, mas representa uma sociedade. Uma sociedade de
fracos e despreparada sinal que se deve encontrar atitudes de real mudança em
nossa relação com o preparo de novas gerações. O que se pode esperar de uma
nação de fracos, que de fortes somente sinto com orgulho o eco de Nosso Hino Nacional.
No mínimo deve-se parar de atribuir a outrem nossos fracassos especialmente
asseverar que tais acontecimentos são inteiramente creditados a Deus, mãe, pai,
governo e/ou quem quiser. Aquele som “de
um Povo heroico o brado retumbante” vai ficar em minha mente. Defendo o
Brasil com tudo e me entregaria por Ele e para Ele. Essa Terra somos nós, pois
dela somos formados, essa é a Mãe que grito com orgulho e vou fazer dela meu
eterno chão. Meus filhos e filhos de meus filhos não ansiaram outras Terras. Temos o Brasil, esse é Nosso Chão.
A todos que querem ver um País de
Fortes meu sincero Abraço.
Lourival Caetano
Nenhum comentário:
Postar um comentário